VÍDEO 1: DE COMO ALBERTO
RESOLVEU O SEU PROBLEMA ESPIRITUAL.
Alberto era espírita
convicto, tinha todos os livros de Kardec, não perdia nenhuma sessão no Centro
Espírita de sua cidade, estava sempre em contato com todas as manifestações
públicas relacionadas à sua doutrina, até que um dia, não se sabe o porquê,
perdeu todo o interesse pelo que mais gostava, e assim, se trancafiou em casa,
de tal maneira, ao ponto de deixar sua família bastante preocupada.
Um, dois, três anos se
passaram e nada, Alberto continuava irredutível, parecia não ter mais jeito pra
mudar de ideia, tudo foi feito, do psicólogo ao pai de santo, passando por
inúmeras terapias afins.
Quando tudo parecia não
ter mais solução, um mendigo apareceu na porta de sua casa, pedindo comida, e,
a partir daí, tudo mudou, ao vê-lo, Alberto, pela primeira vez, abriu um
sorriso largo, convidando-o para entrar.
VÍDEO 2: DE COMO ALBERTO
RESOLVEU O SEU PROBLEMA ESPIRITUAL.
Ao entrar, o mendigo não
disse uma palavra, apenas pousou a mão calejada sobre o ombro de Alberto.
Naquele toque, o ambiente pareceu se iluminar com uma vibração de paz que a
família não sentia há anos. Alberto, com lágrimas nos olhos, sussurrou: "Eu
esqueci que a caridade é o verdadeiro sol, e eu tentei viver apenas com o
reflexo das lâmpadas".
O desfecho, sob a ótica
espírita, revelou-se na conversa que se seguiu: o homem de rua era, na verdade,
um antigo companheiro de jornadas passadas, agora em uma provação de resgate,
cujo reencontro serviu de "despertador espiritual" para Alberto.
Alberto havia caído na armadilha do conhecimento teórico sem prática;
ele se tornara um erudito da doutrina, mas sua alma adoecera por falta do
"trabalho no bem", o que o levou a uma obsessão por isolamento
(melancolia espiritual).
Ao acolher o necessitado,
Alberto compreendeu o lema fundamental de Kardec: "Fora da caridade não
há salvação". Ele percebeu que de nada valiam as estantes cheias de
livros se o coração estivesse fechado ao próximo. O mendigo, ao partir após a
refeição, deixou no ar um suave perfume de flores, e Alberto, curado de sua
apatia, retornou ao Centro não para discursar, mas para servir na sopa
fraterna, entendendo que o verdadeiro templo de Deus é o serviço ao irmão.