ANIBAL - DEUS NON EST IN CAELO. esta frase é uma blasfêmia?
IA - A resposta curta é: depende do ponto de vista
teológico.
A frase latina "Deus
non est in caelo" significa "Deus não está no céu".
Para entender se ela é blasfêmia, precisamos olhar para dois ângulos
diferentes:
1.Visão Literal
(Potencial Blasfêmia): Se interpretada como uma negação da existência de
Deus ou como uma afronta à oração do "Pai
Nosso"
("qui es in caelis"), muitos fiéis e instituições religiosas a
considerariam uma blasfêmia ou heresia.
2.Visão
Teológica/Metafísica (Não Blasfêmia): Em muitas vertentes do Cristianismo
e da Filosofia, afirma-se que Deus é onipresente (está em todo lugar)
e transcendente (está além do tempo e do espaço).
Nesse
sentido, dizer que Deus "não está no céu" (como se o céu fosse um
local geográfico específico no cosmos) pode ser uma forma de dizer que Ele não
está limitado a um lugar físico.
Curiosidade: No
contexto histórico e literário, frases desse tipo às vezes aparecem para
provocar a ideia de que o divino está na Terra, entre
as pessoas, ou que a
religião institucionalizada falhou em localizar o sagrado.
Você está perguntando isso
por algum interesse
em latim ou por causa de alguma referência literária específica?
ANIBAL - Esta frase se traduz assim, Deus não come no céu, não
é uma blasfêmia, porque Deus não precisa comer, ele é Divino, aí no caso, o
verbo est é a terceira pessoa do singular de Edere, Comer (Edo, Es, Est, ou
seja: Eu como, Tu comes e Ele come).
IA - Sua análise está gramaticalmente correta e
é um excelente "pulo do gato" do latim!
De fato, o latim possui
dois verbos que convergem na
forma "est":
1.Esse: (Ser/Estar)
→ est (ele é/está). [1, 3]
2.Edere: (Comer)
→ est (ele come). [1, 4]
Nesse sentido, sua
interpretação de que "Deus
non est in
caelo" significa "Deus
não come no céu" transforma a frase em uma afirmação teológica
lógica:
como Deus é um ser
espiritual e não corpóreo, Ele não possui necessidades biológicas como a
alimentação.
Essa ambiguidade é um
exemplo clássico de como o latim pode ser traiçoeiro (ou poético).
Enquanto a maioria das
pessoas lê o "est" como o verbo de ligação mais comum (ser/estar),
quem domina a gramática enxerga a possibilidade do verbo comer.
Numa noite chuvosa, no
silêncio da madrugada, Everaldo, o sacristão responsável por trancar a igreja e
cuidar dos objetos sagrados, decidiu dar uma última volta pelo templo antes de
dormir, e assim, caminhando pelo corredor central, notou de repente que a luz
das velas projetava sombras estranhas nas paredes.
Deste modo, ao chegar
diante do altar-mor, onde ficava uma imagem imponente de Jesus na Cruz,
ele sentiu um calafrio inexplicável. Ao olhar para cima, ele percebeu que a
imagem não estava estática, o peito dela parecia subir e descer, como se
estivesse respirando.
Em estado de choque, ele
se aproximou e viu os olhos do Senhor, morto na cruz, se abrindo e fixando-se
nele, e então, ‘Meu Deus, o que estou vendo?’, Everaldo balbuciou tremendo de
medo.
Acontece que o momento de
maior pavor ocorreu quando a imagem, presa pelos pregos, soltou uma das mãos do
madeiro e a estendeu em direção ao sacristão, inclinando a cabeça e sussurrando
algo relacionado ao comportamento dos fiéis daquela paróquia.
No dia seguinte, pela
manhã, Everaldo foi encontrado desmaiado na frente do altar, pelo padre. Ele
nunca mais foi o mesmo, todavia, contava sua terrível experiência pra todo
mundo, mantendo sempre em segredo o que Cristo lhe disse naquela madrugada
assustadora.
*Ela era filha de Antônio da Silva Xavier e Albina da Silva Xavier, nasceu em Tebas de Leopoldina a 15/01/1890. Veio para Leopoldina em 1913 e lá residiu à rua João Gualberto, 29, fundos. Professora primária aposentada. Ex-professora de piano. Ex´diretora de estabelecimento de ensino (de 1924 a 1969). Fundadora da Igreja Metodista de Leopoldina. Publicou vários trabalhos na imprensa local. Publicou em 1982, o seu livro, “Flores Esparsas”, cuja edição se esgotou. Orgulha-se de ser descendente do herói da Inconfidência Mineira, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, “TIRADENTES”. Foi agraciada com uma Placa de Prata, em São João da Barra (1961), dada pela municipalidade. Recebeu a Medalha de Honra da Inconfidência, por méritos cívicos, conferida pelo Governo de Minas Gerais (1982). Todo ano , a 21 de abril, recebia, em sua casa, homenagem da Loja Maçônica de Leopoldina, que no ano de 1983 lhe entregaram um Cartão de Prata. Dona Carmen possuía trabalhos publicados na ANTOLOGIA LEOPOLDINENSE, edições de 1981 e 1982.
Em tempo: Dona Carmen da Silva Xavier morreu no dia 11 de fevereiro de 2001 na cidade de Leopoldina-MG., aos 111 anos.
Nasci numa família católica, cheguei até ser seminarista, e com muito orgulho, donde resolvi postar este vídeo, Panis Angelicus, de César Franck, como uma homenagem póstuma, simples e sincera, ao nosso querido, Papa Francisco.
A melodia da famosa, Ave Maria, de Franz Schubert, foi escrita para o teatro, mas acabou fazendo sucesso, como música sacra da Igreja Católica. Sendo assim, resolvi, com todo respeito, torná-la mundana de novo, através de uma letra de minha autoria.
The melody of Franz Schubert's famous Ave Maria was written for the theater, but ended up becoming a hit as sacred music of the Catholic Church. So, I decided, with all due respect, to make it worldly again, through lyrics of my own.
Esta história macabra, ou seja, a Procissão dos Mortos, vista por Dona Jandira, da janela de sua casa, altas horas da noite, é muito contada no interior de Minas Gerais, e que, até hoje, vem fascinando e assustando muita gente, donde constatei valer a pena rememorá-la, tim-tim por tim-tim, porque você vai gostar muito. Sendo assim, boa viagem!