segunda-feira, 13 de abril de 2026

HISTÓRIAS DO OUTRO MUNDO: A MENINA DA MISSA.

 


Em todas as missas, na hora da Consagração, o momento em que os fiéis se ajoelhavam e abaixavam a cabeça, só o padre via uma menininha negra de vestido branco, entrando na igreja e, deste modo, desaparecendo como mágica. Pois bem, isto assombrava muito o padre, porque diziam ser a igreja muito antiga e mal-assombrada, devido ao cemitério nos fundos. Como era um homem aberto a todos os credos, o Padre Abelardo não revelou nada pros seus paroquianos e como não tinha uma resposta satisfatória na sua crença, imediatamente, procurou a Dona Corina, a benzedeira mais famosa da cidade, pra resolver a questão.

Deste modo, segundo a benzedeira, a menina era uma alma que não entendia que já tinha partido. O vestido branco na consagração sugere uma pureza ou um batismo ou uma comunhão que não se completou. Sendo assim, o sacerdote começou a pesquisar nuns livros antigos que tinha na casa paroquial, pra ver se encontrava alguma coisa ligada à menina. Assim, depois de uma exaustiva procura, ele descobriu um documento que delineava o nome dos escravos que construíram a igreja e entre eles, o de uma menina que tinha morrido aos oito anos de idade, ‘Só pode ser ela!’, questionou.

Desta feita, Padre Abelardo resolveu rezar uma missa em memória de todos os escravos, citando os nomes deles durante a cerimônia, inclusive o da menina, que apareceu sorrindo pra ele. Pois bem, a partir desse dia, a garotinha nunca mais foi vista. O padre guardou o segredo, entendendo que, às vezes, a Teologia precisa da sabedoria da terra para que a paz volte a reinar.

NOTA: muitos anos depois, um caderno, já maltratado pelo tempo, foi encontrado, e nele, esta história contada pelo próprio padre.

 Anibal escreveu esta história em parceria com a IA.

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