sábado, 8 de dezembro de 2012

O APELO DE MÁRCIA

Aníbal,
 
acho que todos nós temos um compromisso com os nossos corações pelo Seminário. O Encontro não aconteceu por um acaso. Você, o Eduardo (que acho uma pessoa também muito especial para todos nós), Fernando, José Célio Calçado e outros, não mediram esforços para que todos se reencontrassem. Achei muito lindo tudo. Cada um com sua história e suas glórias. Não pode só ficar olhando os recadinhos e nada!
Como eu disse em um texto para vocês:  
HÁ UM TEMPO PARA TUDO,INCLUSIVE UM TEMPO PARA QUE TODOS OS TEMPOS SE ENCONTREM.
O tempo tão procurado foi achado. Não se pode perder tempos de amigos saudosos.
Se depender de minha pessoa, não me custa nada a incentivá-los.
Gostaria também que outras esposas também participassem junto comigo nessa história tão bonita do Seminário.
Abraços a todos.

Márcia.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O RIO DO FAUSTINO

O Faustino era um colega legal, um pouco lento, de cara sonolenta, falava devagar e tinha dificuldades de se locomover devido ao peso além da medida, sofria de um mal muito comum na fase infantil e, também, na, senil, mal este que dava uma trabalheira danada aos seus pais, cientes do que ele sofria. 
Pois bem, eu, o Faustino e os demais companheiros éramos os seminaristas mais novos e, devido à isso, dormíamos no dormitório dos menores. Naquela época, o seminário tinha dois dormitórios, o dos menores (quinta e sexta séries) e o dos maiores (sétima e oitava séries).
Durante o dia, o Faustino era igual a todos, a diferença se fazia à noite, melhor dizendo, na madrugada, tanto assim que, por culpa dele,  a geografia do dormitório mudava completamente no dia seguinte. Digo culpa, porque quando acordávamos, tínhamos um obstáculo que não existia na noite anterior. Você, caro ex-seminarista, deve estar me perguntando:
- Afinal, que obstáculo é este que o Faustino criava?
Já vou logo lhe colocar a par, todavia, gosto de fazer um pouco de suspense, do contrário perde a graça. Então, vamos lá: o nosso colega, Faustino, sofria de incontinência noturna, ou seja, urinava muito enquanto dormia, era quase sempre. Sua cama ficava na metade do dormitório, num local oposto à porta que dava para o vasto corredor do seminário. Deste modo, no dia que a topografia do quarto mudava, um rio nascia debaixo da cama dele, atravessava todo o espaço que tinha pela frente e desaguava justamente no corredor, da nascente à foz era urina pra ninguém botar defeito e o cheiro?, este se espalhava pelo recinto tornando-o insuportável e, eu, mais os meus colegas que ficávamos na margem oposta à do banheiro, tínhamos que pular o rio do Faustino para escovar os dentes e etc...
O nosso Reitor, Pe. Antonio, sabia do problema do Faustino, e, devido a isso, nunca ficou zangado com ele, tanto assim que, certa vez, meio sorridente, o que não lhe era comum, fez uma reclamação que não deu pra ninguém, inclusive o próprio Faustino, segurar o riso:
- É, hoje, o Faustino foi além da conta, conseguiu, até, molhar os meus sapatos.

Anibal Werneck de Freitas.

MÁRCIA E SUA FORÇA



















Aníbal,

foi bom o seu esclarecimento sobre o blog do Seminário. É bom que a turma vá se acostumando de mandar sempre recados para não ficar  frio nosso relacionamento não é mesmo? Depois daquele Encontro tão aquecido de emoções, impossível ficar parados.Vamos aquecer a turma!
Abraços a todos 

Márcia.
_____ 

Márcia,

sábias palavras (sem o menor exagero), o blog foi criado para esta finalidade, o e-mail é, também, muito importante, porém, mais pessoal, já o blog, não, ele é um canal aberto a todo mundo, onde os assuntos são do interesse de todos, ou seja, colocar a conversa em dia, ser uma continuidade do I Encontro, por quê não?, enfim, gostei do que você disse:
- Depois daquele Encontro tão aquecido de emoções, impossível ficar parados. Vamos aquecer a turma.
Márcia, deste modo, conto com você que, já começou a dar uma força para o nosso blog, é isso aí! Não podemos deixar esmorecer um encontro de verdade que foi de irmãos (ex-seminaristas) e de irmãs (esposas).
Um abraço, extensivo ao Célio,

Anibal.
_____  

FELIZ NATAL & 2013...







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caro Anibal e demais ex seminaristas,
 
2012 ficará gravado como o ano do reecontro.
Além das várias alegrias que tivemos (também algumas tristezas naturais da vida), os encontros com os ex seminaristas, pessoalmente, email e telefones, fizeram com que o 2012 fique para sempre em nossos corações.
Muita paz, saúde e alegria para todos. Que Deus ilumine a todos e derrame suas bênçãos.
Abraços.
 
José Augusto e família
 
Obs: gentileza colocar no blog. obrigado.
______________________________ 
 
Prezado José Augusto,
 
deixei sua observação para mostrar que só postarei no blog, os e-mails enviados diretamente a ele, as razões estão na postagem anterior, estou fazendo isso porque pra muita gente o blog é algo particular e, já recebi uma reclamação neste sentido, sendo assim, não vou me arriscar mais.
Muito bem, obrigado pelas felicitações natalinas e as de 2013, se o mundo não acabar no dia 21/12/2012, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!  
 
Um abração extensivo à família,
 
Anibal Werneck.
____________  

MÁRCIA & CÉLIO AGRADECEM





Aníbal,

tudo bem com vocês? Aqui vamos indo bem graças a Deus. Achei muito legal de sua parte postar no blog do Seminário o meu texto. É  que bateu uma saudade  daquele dia que eu e Célio ficamos comentando.  Quantos amigos temos não é mesmo? Esse encontro com certeza ficará na história.Todos os outros que virão também serão muito importantes,mas esse será inesquecível!
Continuo a elogiar todos vocês pelo desempenho prestado. É uma turma especial!  Muito obrigada.
 

Márcia.
_____ 

Márcia,

o blog está à disposição de todos, as mensagens serão sempre bem vindas e o blog é um veículo importante na comunicação, embora os ex-seminaristas, praticamente, não têm se utilizado dele, parece-me que não acreditam, é bom lembrar que, pode não parecer, o blog tem um alcance muito maior que os e-mails, é uma pena, temos uma via de interação que está simplesmente sendo colocada à parte, o que tem saído no nosso blog são assuntos que ando colhendo de e-mails, isso me deixa numa situação difícil, porque a matéria não é exclusvamente dirigida ao blog, não sei se tenho autoridade para tanto, mas mesmo assim eu me arrisco, fazendo a postagm, portanto, a partir deste momento postarei apenas o e-mail que for enviado diretamente para o blog do seminário ou, então, pra mim, como você fez neste de agradecimento, agindo assim, estarei forçando a barra, todavia, é o único jeito de fazer o pessoal se interagir com o blog.
Um abração extensivo ao Célio,

Anibal Werneck.
____________ 
    

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

NOSSO ENCONTRO




      E fomos em busca dele.Daquele abraço forte,bem apertado,com  o coração transbordando de emoção ao encontro de nossos amigos. Não importava a distância.Ela era pequena demais para tão longo caminho de emoções a seguir.
     O sonho de alguns,fez com que sonhos adormecidos de outros,se despertassem.
     Tamanha era a ansiedade desse momento que íamos imaginando como estaria esse velho amigo. Será que me reconheceria?E buscando antigos traços íamos moldando os seus rostos.E na verdade,sabíamos que a essência do seu ser estava ali presente.
      Íamos nas estradas a rodar e o coração a palpitar.De repente chegamos! Que emoção ao vê-los nos corredores do Seminário,onde passamos parte de nossas vidas! E com sorrisos abertos,braços entrelaçados,registramos esse momento.
Alguns não puderam comparecer devido a problemas particulares e outros por motivo  de doença.Mas,com certeza,estavam presentes em nosso corações
        As riquezas de memórias,trouxeram ricas histórias.Cada uma com o seu significado, com a sua importância.
         O que aconteceu a cada um depois  que nos afastamos?Cada um contou com detalhes em poucos minutos,como foram parar naquele Seminário.Alguns influenciados pela família,por amigos padres das cidades e outros por não terem esperanças de um futuro melhor,pois a família não tinha recursos financeiros para ajudá-los, optaram por ali estudar.E assim selaram o seu futuro.Mas graças a essa escolha puderam se realizar mais tarde como grandes homens e profissionais competentes através do aprendizado adquirido.
          Através das histórias bonitas,sofridas e até engraçadas, surgiram  os engenheiros,poetas,artistas plásticos,representantes de empresas.dentistas,músicos,fazendeiros e tantos outros que ali estavam para contar um pouco de sua vida.Todos foram nossos amigos de infância que agora eram amigos amadurecidos e cada um com os traços em que a vida desenhou.
       Que lindo encontro! A despedida foi com nó na garganta,olhos umedecidos,palavras de ternura,esperando outro dia vê-los novamente.
        A estrada nos esperava.Era preciso ficar atentos pois estávamos pensativos demais ,deixando para atrás um dos mais puros sentimentos já vividos por um grupo de amigos que não se viam a quase cinqüenta anos.Mas,com uma certeza saímos:Esse foi o primeiro de muitos outros que virão e que Aquela Casa,sempre será do NOSSO ENCONTRO.

Marciaeceliomarcia Franklin.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SEU GABRIEL / MINAS MINAI

era por volta das três horas da tarde, minha turma da quarta série ginasial: eu, fernando, luiz olímpio, dilano, josé luiz, josé venâncio e edgar bicalho estávamos assistindo a aula de latim do cônego naves, melhor dizendo, fazíamos um dever de sala num silêncio sepulcral, enquanto isso, o professor olhava perdidamente para o lado de fora do recinto através da porta que dava uma visão parcial do campo de futebol com um lado rodeado de árvores.
quem estudou no seminário naquela época sabe  que o regime era uma barra pesada, quase militar, nosso reitor era bastante severo, a hora do silêncio tinha que ser obedecida à risca, e coitado daquele que o transgredisse.
voltando ao assunto, o seminário era um silêncio só, o pe. antonio chamel estava sempre passando pelo imenso corredor, lendo  o seu breviário, mas atento o tempo todo, deste modo, executávamos o dever de latim quando, de súbito, o cônego naves deu uma gargalhada homérica, apontando o dedo em direção ao campo de futebol, o motivo da risada foi o seu gabriel [um empregado franzino, já idoso, que cuidava da poda das árvores e de outros afazeres da limpeza] que, ao puxar um galho, este se partiu e o pobre homem caiu sentado numa posição hilária, pois é, com a gargalhada do cônego, todos os outros seminaristas das demais salas, no mesmo tempo que a gente, correram para o corredor, numa balbúrdia, pra ver o seu gabriel sentado no chão ainda com o galho nas mãos, totalmente sem graça, porque era um homem sério, mas, assim que o reitor apareceu no corredor, com os olhos esbugalhados, fez-se de novo um silêncio absoluto e todos os seminaristas voltaram para as sua salas.
neste dia o pe. antonio não disse nada, deu-nos as costas e eu tenho pra mim que ele saiu rindo baixinho para o seu quarto, pois vira, também, o seu gabriel com cara de tacho, sentado no chão de maneira bastante jocosa, segurando o ramo que o derrubara e sem saber o que fazer, devido ao enorme susto que levou.

anibal werneck de freitas, passou a escrever mais com as letras minúsculas para evitar a fadiga.



MINAS, MINAI! (Anibal Werneck de Freitas) Do alto do morro / Uma igreja do século XVIII / Confirma o passado. / Quantas vidas , / Quantas mortes / Passaram por aquelas pedras / De um tempo pisado. / Vale a pena viver? / Vale a pena a morrer? / O silêncio é a única resposta? / As casas antigas ficaram / Como se quisessem deixar / Seus fantasmas à mostra. / Minas Gerais, / Respeite seus mortos! / Minas Gerais, / Busque seu mar! / Minas Gerais, / Solte seus portos! / Minas Gerais, / Respire seu ar! / Minas, minai! / Minas, minai! / Minas, minai! / Minas, minai!