segunda-feira, 20 de junho de 2022
DE COMO ALCEBÍADES, COVEIRO E ZELADOR DO CEMITÉRIO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, SURPREENDEU A SUA COMUNIDADE, REVELANDO A SUA VERDADEIRA IDENTIDADE.
sexta-feira, 17 de junho de 2022
DE COMO UMA MENININHA NEGRA DE 5 ANOS DEIXOU EM POLVOROSA UMA CIDADEZINHA MINEIRA NO SÉCULO XIX EM PLENO GOVERNO DE D. PEDRO II.
Conta a lenda que isso aconteceu por volta de 1879, na época do Padre Eustáquio, homem bom e muito querido na paróquia.
Então, essa criança começou a surgir só pro sacerdote, durante a Consagração da Hóstia, na hora em que os fiéis abaixavam a cabeça. Sua aparição era sempre na porta principal do templo.
Quando ela aparecia, esboçava um sorriso triste, depois subia correndo a escada que dava pra área do coral, indo em direção à torre do sino.
No início, Padre Eustáquio não contou nada pra ninguém, todavia, isso começou a perturbá-lo de tal modo, que acabou relatando tudo pros seus paroquianos, e, a partir daí, todo mundo ficou atento, mas ninguém via nada, somente o pároco.
Certa vez, o padre pediu pro sacristão ficar na torre do sino, esperando pela garotinha, e mesmo assim, não deu certo.
Acontece que o pessoal da cidade começou a ficar muito agitado com essa situação e, pra piorar, a presença de muita gente das cidade vizinhas se transformou numa enorme preocupação para o Alcaide.
Padre Eustáquio, por sua vez, resolveu contar pro Bispo Diocesano Dom Gerardo, e assim, surgiu a ideia de enviar outro padre, quem sabe, talvez ela só aparece para um Ministro de Deus. Infelizmente não deu certo e o problema continuou se agravando cada vez mais. Já não podia entrar mais ninguém na cidade, faltava alimento e lugar para as pessoas pernoitarem. Muitos soldados foram deslocados para a cidade pelo Governo Imperial para manter a ordem.
Mediante a tudo isso, Padre Eustáquio adoeceu e ficou pra morrer. Deste modo, a menina parou de aparecer durante as missas celebradas por outros padres. A cidade começou a voltar ao seu normal, Muita gente já nem falava mais sobre a aparição da menininha.
Conta-se que Pe. Eustáquio se recuperou milagrosamente e pediu ao Bispo que o transferisse pra outra paróquia, mas antes, iria celebrar a última missa, como agradecimento aos seus paroquianos. Muitos tentaram tirar esta ideia da cabeça dele, todavia, ele foi categórico: Com a menina ou não, vou celebrar esta missa!. E assim cumpriu o seu desejo.
Os mais antigos falam que esta história era muito contada pelos seus avós. Segundo eles, nessa missa de despedida, no momento da Consagração, Pe. Eustáquio teve uma ataque do coração fulminante, e caiu de bruços no altar, e, nesse instante aterrorizador, todo mundo na igreja viu uma menina negra, toda de branco, entrando pela porta principal, sorrindo e correndo em direção ao corpo já sem vida do sacerdote, desaparecendo logo em seguida.
Pois é, o que aconteceu depois, fica por conta da sua imaginação.
NOTA: Alcaide era o nome do que hoje chamamos de Prefeito, tinha poderes limitados, no tempo do Imperador D. Pedro II.
sábado, 21 de maio de 2022
DEUS MAGNUS EST
Deus magnus est. Homo semper Deum sentiet. Latinum est lingua Dei. Oratio in Latino fortior est. Disce orationem Latinam et magnas viros senties. Latine cotidie precor. Librum habeo, qui me multum adiuvat cum Deo loqui. Fac quod dico et videbis!
Deus é grande. O homem sempre sentirá Deus. O Latim é a língua de Deus. A reza em Latim é mais forte. Aprenda uma oração em Latim e sentirá uma força muito grande. Eu rezo em Latim todos os dias. Tenho um livro que me ajuda muito nas horas que falo com Deus. Faça o que eu digo e verá!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
O ROSTO DE DEUS (Roger Scruton)
O escritor Roger Scruton de linha bastante conservadora, escreveu o livro, O ROSTO DE DEUS, um sucesso editorial que nos leva de forma profunda a conceituar Deus. Acontece que ele nos deixa muita pista para o questionamento. Segundo o autor, o mundo tecnológico afastou o Homem de Deus na sua origem e consequentemente os ateus são os que mais se preocupam com Deus porque o perderam na transcendência. Na verdade, ele aponta duas grandes preocupações: O consumismo desenfreado e a falta de recursos naturais, nos mostrando que é neste ponto crucial que o Homem deveria se preocupar com a religião porque ela nos mostra a presença da Alma do Mundo, ou seja, Deus. Seguindo o raciocínio do filósofo René Girard, sua obra se divide em: O fenômeno religioso e a experiência do Sagrado. Portanto, saindo um pouco do contexto, é bom lembrar que a nossa consciência traduzida pelos religiosos como a voz de Deus é apenas uma forma da Natureza canalizar nossa inteligência, ora para o bem, ora para o mal. Já os animais apenas os instintos. Digo isso porque a consciência é matéria, e, as experiências quânticas nos mostram que as coisas abstratas têm átomos, inclusive a nossa própria alma. É como dizia o filósofo Demócrito (460 – 370 a. C.): O nada existe, exceto átomos e espaço vazio. Pois é, mas quando o Homem se depara com o vazio, ele perde o Rosto de Deus, já o ateu tenta escapar Dele. Portanto isto é apenas um fenômeno intelectual, que expressa uma descrença em Deus, mas também um fenômeno moral que envolve um distanciar-se de Deus, e, nesta ponderação, Roger Scruton tem razão. Tanto assim, que devemos ressaltar que em momento algum o autor deixa de excluir a ciência, quando faz a seguinte pergunta: Em relação ao mistério da Vida, será a Ciência, e não a Religião, quem vai dar essa resposta?
Anibal Werneck de Freitas, JF, 12.01.2022
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
EDUARDO HENRIQUES & EU
Vasculhando o meu alfarrábio descobri por acaso esta foto do amigo e grande músico Eduardo Henriques ensaiando comigo em sua casa quando morava em Juiz de Fora. Hoje ele reside em Cataguases. Na ocasião estávamos nos preparando para o Encontro dos Ex-Seminaristas de Leopoldina, em 2015. Bons tempos aqueles sem pandemia e que vale a pena relembrar.
Anibal, em 11.01.2022
sábado, 8 de janeiro de 2022
FINITO E INFINITO.
Eu não sou ateu e muito menos agnóstico. Nem deísta também. Pois o Deísmo é a parte da filosofia que afirma que a existência de Deus pode ser constatada através da razão, rejeitando qualquer crença religiosa e os deístas afirmam que Deus criou o universo com tudo o que está nele deixando que siga seu curso natural sem qualquer outra intervenção da Sua parte. Enfim. Voltando no início. O ateu não acredita em Deus e pronto! Já o agnóstico aceita que Ele possa existir. Na verdade, sobre estas questões eu sou cético. Leio livros de autores crentes e descrentes e cada vez mais concretizo este meu lado questionador. Disso não tenho a menor dúvida. Sei que a crença traz uma certa paz de espírito e no meu caso é bastante belicoso. No entanto esta preocupação metafísica é muito importante para o crescimento humano. Aristóteles nos deixa bem claro que a metafísica é caracterizada pela investigação das realidades que transcendem a experiência sensível e Kant complementa dizendo que a metafísica é o estudo das formas ou leis constitutivas da razão, fundamento de toda especulação a respeito de realidades suprassensíveis. Em outras palavras percebemos nitidamente duas realidades como a que vemos e a que não vemos. Portanto não podemos sair por aí dizendo radicalmente que Deus existe ou não existe. Quem somos nós que estamos sempre medindo o infinito pelo finito? Deus é um conceito complexo que existe em todas as línguas mostrando-nos uma preocupação desde os primórdios da humanidade. Sei que tudo neste mundo tem o seu autor segundo as religiões. O problema é que quando chegamos neste patamar metafísico não conseguimos traduzir o infinito pelo finito. Todas as provas da existência ou não de Deus infelizmente são finitas. No entanto isso não significa que devemos parar de tentar vasculhar o Divino. Até porque nós sentimos que fazemos parte dele. Onde acredito ser esta a razão principal da Vida.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
A HISTÓRIA COMO ELA DEVE SER CONTADA [O Sofrimento Dos Animais]
Praticamente, em todos os livros didáticos, a História é contada de cima pra baixo, veja bem, tanto no Brasil, quanto no Mundo, o dominador está sempre em evidência, ninguém relata, no caso do Brasil, os feitos dos escravos, com relevância, face aos seus senhores, mostrando que eles construíram casarões, igrejas, estradas de pedra, isto sem mencionar as chicotadas no tronco, para aqueles que desobedeciam as ordens dos seus capatazes, e, é hediondo saber que até hoje, o trabalho-escravo ainda persiste por conta de fazendeiros inescrupulosos.
Pois é, se o homem faz isto com o seu semelhante, imagine com os animais, que, a propósito, será o tema principal deste texto.
Depois que o Homo Sapiens começou a criar os animais, para atender às suas necessidades vitais, o sofrimento deles vem crescendo vertiginosamente, vejamos, o famoso baby-beef, tão apreciado, devido a sua carne muito macia, se origina de uma monstruosidade sem tamanho, porque ela se dá através do corte de bezerros recém nascidos ou de quatro meses, presos num cubículo que só cabe o seu tamanho, apartado da mãe e da liberdade de correr e brincar com os companheiros, no pasto. Isto acontece, porque tem muita gente ruim, que não deveria ter nascido. Pra você ter uma ideia, funcionários sensíveis, que trabalham em abatedouros de aves, porcos e gado, precisam sempre fazer análise, porque o que eles vêm, todo dia, é terrivelmente chocante.
Eu me lembro que, numa ocasião, no Museu Imperial de Petrópolis, ao ver um enorme quadro à óleo, mostrando uma batalha, fiquei angustiado, vendo os cavalos sendo trespassados pelas lanças afiadas dos soldados, o que não senti o mesmo em relação aos humanos. Também, quando era ainda menino, meu pai me mandava ir ao açougue, e, quando eu via a carne pendurada no gancho com tremores, sentia-me muito mal, porém, depois, estarrecido, fiquei sabendo que aquilo era reflexo do enorme estresse, que o animal passava na hora do abate.
Na verdade, a História, deve colocar a Natureza, o Homem e os Animais no mesmo patamar, porque desta maneira, ela atingirá com mais precisão os seus objetivos, ou seja, causa, fato e consequência.
Anibal, professor de História
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