segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

DE ANGELIS XV

 


01. Os anjos protegem os homens dando-lhes o pão da vida.

02. Os anjos na glória de Deus vivenciam o regozijo.

03. Os servos através dos anjos adoram o Criador.

04. Os servos perante os anjos contemplam o Pai.

05. Os servos ao lado dos anjos suportam a expiação.

06. Os servos em nome dos anjos cumprem a Santa Missão.

07. Os anjos intermeiam os homens e Deus.

08. Os anjos existem para proteger os homens.

09. Assim como os homens, os anjos também erram.

10. Os anjos-caídos são pecadores diante de Deus.

11. Os anjos não têm corpos como os homens.

12. Nem os anjos conhecem a Natureza de Deus.

13. Os anjos apenas sentem a Essência de Deus.

14. Os anjos não se comunicam entre si.

15. Os anjos comunicam com os homens e vice-versa.

16. Os anjos não conhecem a Essência de Deus.

17. Deus 'É' para os anjos e para os homens.

 

01. Angeli homines custodiunt eis panem vitae dando.

02. Angeli in gloria Dei gaudium experiuntur.

03. Servi per angelos Creatorem adorant.

04. Servi coram angelis Patrem contemplantur.

05. Servi praeter angelos piacula portant.

06. Servi, nomine angeli, sanctam Missionem adimplent.

07. Angeli inter homines ac Deum interveniunt.

08. Angeli sunt homines protegendi.

09. Sicut homines peccant etiam angeli.

10. Angeli, peccatores coram Deo sunt.

11. Angeli non habent corpora sicut homines.

12 Praeterea, Angeli non cognoscunt naturam Dei.

13. Angeli soli Dei essentiam sentiunt.

14. Angeli inter se non communicant.

15. Angeli communicant cum hominibus, et e converso.

16. Angeli non cognoscunt Dei essentiam.

17. DEI ‘EST’ angelis et hominibus.

DE ANGELIS – XIV

 



    1.   Cada anjo é um indivíduo incorpóreo, dotado de inteligência correspondente à do homem.

2.   Assim como os homens, os anjos possuem hierarquia, também.

3.   Donde concluímos que têm anjos superiores e inferiores.

4.   Isto nos mostra que até no plano espiritual é preciso de organização.

5.   Tanto os anjos como os homens foram criados por Deus para serem eternos.

6.   A função dos anjos é justamente canalizar o homem até Deus.

7.   Os anjos têm também a função de alertar o ser

humano do perigo.

8.   Neste caso de proteção, existe o Anjo da Guarda.

9.   Mas é bom lembrar que o anjo não tem o poder de salvar a gente das garras de um leão.

10.                    Voltando à hierarquia: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos.

11.                    Os homens só podem ter relação direta com os últimos da hierarquia, ou seja, os anjos.

12.                    Apesar de incorpóreos, os anjos aparecem com uma imagem segundo a concepção do visionário.

13.                    A imagem se forma somente nos olhos da pessoa frente à luz do anjo.

14.                    Os anjos povoam a nossa mente e só atuam quando solicitados.

15.                    É preciso está sempre em sintonia com os anjos para pedir uma graça.

16.                    Eu não tenho a menor dúvida nisso, porque já fui muito atendido por estes Seres de Luz.

17.                    Quando praticamos uma ação ruim, os anjos bons se afastam de nós.

18.                    Isto dá condições aos anjos ruins de se aproximarem.

19.                    Por isso devemos estar atentos para não praticar o mal.

20.                    Assim como na Terra, existem anjos bons e ruins.

 

1. Each angel is an incorporeal individual, endowed with intelligence corresponding to that of man.

2. Like men, angels have hierarchy, too.

3. Whence we conclude that they have superior and inferior angels.

4. This shows us that even on the spiritual plane, organization is needed.

5. Both angels and men were created by God to be eternal.

6. The function of angels is precisely to channel man towards God.

7. The angels also have the function of alerting the human being of danger.

8. In this case of protection, there is the Guardian Angel.

9. But it is good to remember that the angel does not have the power to save us from the claws of a lion.

10. Returning to the hierarchy: Seraphim, Cherubim, Thrones, Dominations, Powers, Virtues, Principalities, Archangels and Angels.

11. Men can only have a direct relationship with the lowest in the hierarchy, that is, the angels.

12. Although incorporeal, angels appear with an image according to the visionary's conception.

13. The image forms only in the eyes of the person facing the angel's light.

14. Angels populate our minds and only act when requested.

15. You must always be in tune with the angels to ask for a grace.

16. I don't have the slightest doubt about that, because I've been attended to a lot by these Beings of Light.

17. When we do a bad deed, the good angels turn away from us.

18. This enables the bad angels to approach.

19. Therefore we must be careful not to do evil.

20. Just like on Earth, there are good and bad angels.

 

AWF, 28.12.2022

sábado, 7 de janeiro de 2023

O RITUAL ECLESIÁSTICO EM LATIM / THE ECCLESIASTIC RITUAL IN LATIN

 


Sou a favor dos rituais, principalmente em latim, quando se trata da Igreja Católica Apostólica Romana, digo isto, porque a língua latina cria um clima quase divinal, o som deste vernáculo romano é como música na alma, isto sem mencionar as belíssimas composições cantadas neste idioma, então, você pode me dizer que neste caso, os fieis não vão entender nada do que o padre está dizendo, pois é, aí, eu respondo que o mais importante não é entender, e sim, sentir na alma a leveza do contato com Deus, proporcionado pelas palavras sagradas que parecem ser uma ponte segura com o Todo Poderoso.


I am in favor of rituals, especially in Latin, when it comes to the Roman Catholic Apostolic Church, I say this, because the Latin language creates an almost divine atmosphere, the sound of this Roman vernacular is like music in the soul, not to mention the beautiful compositions sung in this language, then, you can tell me that in this case, the faithful will not understand anything that the priest is saying, that is, then, I answer that the most important thing is not to understand, but to feel in the soul the lightness of the contact with God, provided by the sacred words that seem to be a safe bridge with the Almighty.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

NATURA E PESSOAS - Capítulo LXX - Numa Pompilius

 








01. Os anjos protegem os homens dando-lhes o pão da vida.

02. Os anjos na glória de Deus vivenciam o regozijo.

03. Os servos através dos anjos adoram o Criador.

04. Os servos perante os anjos contemplam o Pai.

05. Os servos ao lado dos anjos suportam a expiação.

06. Os servos em nome dos anjos cumprem a Santa Missão.

07. Os anjos intermeiam entre os homens e Deus.

08. Os anjos existem para proteger os homens.

09. Assim como os homens, os anjos também erram.

10. Os anjos-caídos são pecadores diante de Deus.

11. Os anjos não têm corpos como os homens.

12. Nem os anjos conhecem a Natureza de Deus.

13. Os anjos apenas sentem a Essência de Deus.

14. Os anjos não se comunicam entre si.

15. Os anjos comunicam com os homens e vice-versa.

16. Os anjos não sabem nada da Essência de Deus.

17. Deus 'É' para os anjos e para os homens.

 

01. Angeli homines custodiunt eis panem vitae dando.

02. Angeli in gloria Dei gaudium experiuntur.

03. Servi per angelos Creatorem adorant.

04. Servi coram angelis Patrem contemplantur.

05. Servi praeter angelos piacula portant.

06. Servi, nomine angeli, sanctam Missionem adimplent.

07. Angeli inter homines ac Deum interveniunt.

08. Angeli sunt homines protegendi.

09. Sicut homines peccant etiam angeli.

10. Angeli, peccatores coram Deo sunt.

11. Angeli non habent corpora sicut homines.

12 Praeterea, Angeli non cognoscunt naturam Dei.

13. Angeli soli Dei essentiam sentiunt.

14. Angeli inter se non communicant.

15. Angeli communicant cum hominibus, et e converso.

16. Angeli non cognoscunt Dei essentiam.

17. DEI ‘EST’ angelis et hominibus.

sábado, 12 de novembro de 2022

DE COMO UM HOMEM RECEBEU O APELIDO DE CORUJÃO EM RECREIO DAS MINAS GERAIS ANTES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.

 Quem me contou esta história foi o meu pai Antônio Hygino (in memoriam), afirmando que tudo aconteceu realmente. Como vocês podem perceber, esta mania de contar história vem de longe na minha família. Sendo assim, vamos ouvi-lo: "Quando eu abri um barzinho na rua João Perilo, numa casa antiga com telhas de barro, cujo assoalho era de tábuas corridas, em péssimo estado, conheci o  Dinho, irmão do seu Nino que, além de tocar na Banda de Música da cidade, era ferroviário da Estrada de Ferro Leopoldina. Nessa ocasião, Recreio não tinha calçamento, e eu nem era ainda casado com a Wanda. Foi um tempo em que no lado esquerdo da Praça Américo Simão, pra quem sobe pra igreja, morava o Dr. Darcy, médico louvável, tendo no lado oposto, os casarões, do Celino que existe até hoje, em frente ao Grupo Escolar Olavo Bilac, e o da família Melido, que não existe mais. Pois bem, perto desses casarões havia um barranco, que chegava até à linha do trem. Deste modo, com o calçamento da rua, o barranco foi nivelado pela rede ferroviária, para empilhar toras de madeira, pra facilitar o carregamento do trem. Pois é, aí que entra a história do Corujão. Quando chegava o frio, o Dinho, irmão do seu Nino, vestia uma capa preta, e se empoleirava nas toras empilhadas, onde ficava de cócoras se aquecendo sob a luz do Sol. Devido a isso, as pessoas começaram a parar no meio da rua, pra vê-lo. Sendo assim, um dia, alguém estressado de vê-lo todos os dias dessa maneira, não aguentou, e gritou, Saia da tora, Corujão!!!. Ouvindo isso, todo mundo começou a berrar o mesmo: Saia da tora, Corujão!!!. Foram tantas vezes que não deu outra, o apelido pegou. E quando ele se irritava, o pessoal gritava mais ainda: Saia da tora, Corujão!!!". 


NOTA: Eu gravei o meu pai, Antonio Hygino de Freitas (in memoriam), numa fita K7, contando várias histórias interessantes de um Recreio Antigo. Em breve, teremos mais.

Anibal Werneckfreitas, 24/03/2019.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

DE COMO UMA ÁRVORE DITA SAGRADA ASSUSTOU O LUGAREJO DE BREJO DA LUZ NO INTERIOR DAS MINAS GERAIS.




A subida íngreme ia até o topo do morro, numa trilha forjada pela gente do lugar, com o mato espesso, que retardava a caminhada até uma única árvore, bem no alto da colina. Era uma árvore pequena e solitária, que quando contrastava com o por do sol, liberava um cenário bíblico, porque os raios da estrela-mor atingiam-na por detrás e se abriam como um leque em volta da sua copa, era, na verdade, um capricho inexplicável da mãe natureza.
Então, o caso aqui envolve essa árvore, que era considerada sagrada. Quando as pessoas se miravam nela, paravam seus afazeres, se ajoelhavam, e rezavam entoando cânticos de louvor. Os mais velhos diziam ser essa árvore uma réplica da do Paraíso, a proibida por Deus, e causadora da expulsão de Adão e Eva do Éden."Ontem eu saboreei o fruto dessa árvore sagrada, e constatei um sabor amargo insuportável, todavia, mesmo assim, consegui comer um pouco", confessou Expedito para o Seu Antônio da venda, que lhe servia uma branquinha. "Você tá doido, não faça mais isso não, ela é a réplica da árvore do paraíso, que Deus proibiu Adão e Eva de usá-la, portanto, você poderá ser castigado!", censurou-lhe o comerciante. O Expedito virou a bendita goela abaixo e, "Eu não acredito nessas coisas não, é tudo da cabeça do homem, qualquer dia desses vou acabar com essa palhaçada!". "Deixa disso homem, não brinque com coisa séria, lá de cima Ele vê tudo cá embaixo", Ele pode castgá-lo". "Que nada, Ele é a bondade suprema, o máximo que Ele pode fazer é dar um susto nessa gente supersticiosa". "Agora você pegou pesado, ainda bem que sou seu amigo, e somos os únicos aqui na venda, mas, por favor, tome cuidado com o que diz, este lugar é por demais carola, se as beatas ouvirem isso, vão bater no ouvido do padre e aí...". "Aí o quê?, eu sou livre, e tenho o direito de pensar o que eu quero, assim como elas pensam que essa árvore é sagrada, eu penso o contrário". Já bastante nervoso, Expedito foi até o passeio da rua, deu uma cuspida, e voltou, "E tem mais, companheiro, vou lá fora de novo, e gritar tudo isso que lhe falei, bem alto, e em bom tom, aproveite e põe mais uma!". Com as mãos trêmulas, seu Antônio pôs outra dose da mardita e, "Não!, amigo, isso eu não vou permitir na frente do meu estabelecimento, assim você vai acabar com o meu negócio, pense direitinho, não faça isso não!, olha, você nem precisa pagar o que já bebeu, mas pelo amor de Deus, não faça isso não!". Expedito olhou nos olhos do suplicante homem e viu que ele estava muito assustado, "Se aquiete, não vou mais fazer isso não, tive uma ideia melhor, amanhã você verá e, por favor, coloque a saideira, já está ficando tarde". Enquanto Expedito virava o copo derradeiro, Seu Antônio o alertou, como se adivinhasse o que estava para acontecer, "Vê se cure dessa bebedeira, pra não fazer nenhuma besteira, o desrespeito para com esta árvore, certamente se transformará numa maldição muito grande pra você, sem falar no nosso lugarejo, que poderá ser varrido do mapa pelas mãos do Senhor". "E você acredita nessas coisas?, este é o grande problema da humanidade, a facilidade de acreditar em coisas absurdas, a crença nessas coisas é simplesmente assustadora, até quando?, é gente que fala em Deus, e não pratica o perdão, faça-me o favor, não quero mais ouvir nada, pra mim chega!, e volto a dizer que Deus é a bondade suprema!". Assim, cambaleando, Expedito pegou um litro da distinta, pagou a conta, e vazou direto pela porta da frente, sumindo na rua deserta, já escura pela noite chegando, ainda dando pra ver a Árvore Sagrada se delineando sob os últimos raios do sol. Por sua vez, Seu Antônio fechou o bar, tomou um banho, jantou, e foi dormir.
Tudo corria nos conformes, todavia, durante a madrugada, o som de um machado perturbou o povoado, pela primeira vez, e, no entanto, ninguém se levantou pra ver o que estava acontecendo.
Enfim, no dia seguinte, Brejo da Luz acordou em polvorosa. A balbúrdia era geral, todo mundo olhava pro morro, e não via mais a Árvore Sagrada. Como loucos, todos correram morro acima pra ver o que tinha acontecido, e assim, viram a árvore aos pedaços espalhada pelo chão e, quanto ao Expedito, todos sentiram a sua falta. Em meio a tudo isso, alguém gritou: "Estão vendo o que acontece com quem desafia Deus?", vamos rezar e pedir perdão a Deus pelo maluco que fez isso". Seu Antônio ouvia tudo, calado. Segundo a lenda, se isso acontecesse, Brejo da Luz seria varrida do mapa, por isso, todos se ajoelharam, e, temerosos, esperaram pelo pior, ou seja, o aniquilamento total do arraial. Nesse mesmo dia fatídico, uma missa foi rezada em louvor ao Senhor na Capelinha de São Judas Tadeu. Desta maneira, o pessoal, temeroso, ficou esperando pelo dia seguinte. E pra por mais lenha na fogueira, o padre Orlando na homilia, tinha sentenciado, "Deus não vai perdoar tal afronta, pelo visto, o nosso povoado, Brejo da Luz, não passará de amanhã!".
Com estas palavras apocalípticas, ninguém conseguiu dormir naquela noite. Uma vigília varou madrugada adentro, muitas rezas foram rezadas, e assim, finalmente, o Sol apareceu, todos olharam pro céu, esperando pelo pior, todavia, este estava mais azul, que o de costume, até o canto dos galos parecia mais bonito, os passarinhos saindo das árvores em busca do sustento, faziam uma avoaçada nunca vista igual, a natureza parecia transbordar de alegria e, como era de se esperar, "Deus seja louvado!, Ele nos perdoou!", todos exclamavam em uníssono, e, depois de um bom tempo de louvação, a alegria de não terem perdido a pele sobrepujou à perda da Árvore Sagrada, e tudo voltou ao normal.
Apesar desse dia tão alvissareiro, só uma coisa intrigava a todos, ou seja, a venda do Seu Antônio, que estava com as portas fechadas, logo ele, que tinha o hábito de madrugar no seu ofício. Pois é, acharam bastante estranho, e assim, chamaram o Pedrinho, acostumado a ajudar sempre o comerciante, para averiguar o que tinha ocorrido. O menino entrou pela janela quebrada dos fundos, enquanto que, do lado de fora, todos ansiavam pela sua volta. Minutos depois, retornou dizendo que na casa não tinha ninguém, trazendo nas mãos um bilhete. "Que bilhete é este?", perguntou-lhe o sacerdote, tomando-lhe a missiva de modo brusco, a qual passou a ler pra todo mundo ouvir, "O Expedito tinha razão!". Um silêncio se fez ouvir, mas ninguém entendeu a mensagem lacônica, nem mesmo o padre.

Anibal Werneck de Freitas, 08.11.2022