quinta-feira, 15 de outubro de 2026

EU E O DISCO-VOADOR/ Um interessante Cordel vindo do céu!

 

Conversa no Modo IA: cordel: Eu e o disco-voador

cordel: Eu e o disco-voador
A literatura de cordel possui uma vasta tradição em misturar elementos do cotidiano nordestino com o fantástico e o lúdico. Embora existam vários folhetos que abordam a temática ufológica — como o famoso relato humorístico de um pai que volta embriagado do bar e é abduzido, ou histórias sobre o Menino e o disco voador —, escrevi uma obra inédita inspirada no título solicitado. [1, 2]
Abaixo, apresento um cordel completo no formato clássico de sextilhas (estrofes de seis versos) com métrica de sete sílabas poéticas (redondilha maior) e rimas no esquema XAXBXB:

Eu e o Disco-Voador
Meus amigos e amigas,
Peço um pouco de atenção,
Pra contar uma aventura
Que abalou o meu sertão,
O dia em que um troço estranho
Pousou lá no meu roçado,
Deixando o povo assombrado
E este que vos fala, pasmado.
Era uma noite de lua,
O gado todo deitado,
Eu vinha vindo da roça
Cansado, meio quebrado,
Quando vi um clarão forte
Clarear todo o lajedo,
Eu que nunca sinto medo
Fiquei sem fala, bem cedo.
Não era farol de carro,
Nem fogo de lampião,
Era um disco redondo
Flutuando sobre o chão,
Com luzes piscando em volta,
Azul, verde e amarelo,
Mais brilhante que um castelo,
Num desenho bem singelo.
Uma porta se abriu
Bem no meio do metal,
E desceu uma criatura
Com aspecto divinal,
Tinha a cabeça bem grande,
Olhos pretos de assustar,
Mas começou a falar
Pra me tranquilizar.
"Não tenha medo, matuto,"
Disse o bicho em bom compasso,
"Viemos de outra estrela
Viajando pelo espaço,
Queremos conhecer a terra,
Saber como é sua vida,
Se a gente encontra comida
Ou se a rota está perdida."
Respondi: "Seja bem-vindo,
Seu moço do alastrim,
Aqui a vida é pesada
Mas nós não corremos assim.
Se quiser comer uma paçoca
Ou tomar uma cachaça,
A gente resolve de graça
Antes que a noite passe!"
O ET deu um sorriso,
Que até hoje eu não esqueço,
Disse que o povo da Terra
Tem um valor sem preço.
Entrou no seu disco-voador,
Subiu sumindo no vento,
Deixando no meu pensamento
Aquele grande momento.
Hoje conto e o povo ri,
Diz que é coisa de inventar,
Mas quem tem olho pra ver
Sabe o que há no luar.
O sertão é terra de graça,
De mistério e de esplendor,
Onde até extraterrestre
Vira amigo de doutor!

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